segunda-feira, 28 de julho de 2014

MATRIZ OCIDENTAL

Igreja Metodista: experiência comunitária em favor do Reino de Deus

A Igreja Metodista é um ramo da Igreja Cristã, ou seja, da Igreja Universal de Jesus Cristo. Teve o seu início no seio da Igreja Anglicana (Igreja da Inglaterra), como um movimento de renovação espiritual liderado por um homem chamado John Wesley, pastor anglicano que possuía métodos de disciplina pessoal e cultivo espiritual que chamavam a atenção dos demais alunos da Universidade de Oxford, Inglaterra. Daí vem o nome Metodista (Metódicos).
Com o passar do tempo, o movimento iniciado por Wesley cresceu, estruturou-se e organizou-se e passou a ser o que é hoje a Igreja Metodista, com ramificações em mais de sessenta países ao redor do mundo e contando com mais de quatorze milhões de membros.
No Brasil, a Igreja Metodista começa a sua obra em 1867, com a chegada dos primeiros missionários norte-americanos, oriundos da região sul dos Estados Unidos da América. Estes se instalam no litoral fluminense, mais precisamente no Rio de Janeiro. A partir de 2 de setembro de 1930, a Igreja Metodista do Brasil proclama a sua autonomia, ou seja, passa a administrar os seus interesses sem a interferência da Igreja Norte-Americana e passa a fazer parte, juntamente com as outras igrejas autônomas, do Conselho Mundial do Metodismo. Atualmente, a Igreja Metodista no Brasil está subdividida administrativamente em oito regiões eclesiásticas.
Cada Região Eclesiástica possui um bispo designado pelo Colégio Episcopal, que coordena os trabalhos das igrejas e distritos de sua Região. Este bispo é eleito pelo Concílio Geral da Igreja Metodista, que se reúne dentro do período regular de quatro anos. O Colégio Episcopal (Colegiado formado pelos bispos representantes das oito regiões) é o órgão de coordenação, conexidade, liderança e representatividade da Igreja Metodista no Brasil.

Vida em comunidade

Para a Igreja Metodista, a comunidade representa um Corpo, um Organismo vivo, uma Comunidade de Cristo (Ef. 1.22-23; I Co 12.27). Sua vivência deve ser expressa como uma comunidade de fé, adoração, crescimento, testemunho, amor apoio e serviço (At 2.42-47; Rm 12.9-21). Nesta comunidade, os metodistas são despertados, alimentados, crescem, compartilham, vivem juntos, expressam sua vivência de fé junto das pessoas e das comunidades (I Co 12.16-26; II Co 9.12-14; Ef. 4.11-16), lutando contra os interesses egoístas e pecaminosos (tudo que nos afasta de Deus, do próximo e de nós mesmo) que impedem a vida individual e comunitária de acontecer. Destarte, auxiliando-os no seu crescimento pessoal, social e espiritual para que possam cumprir seu propósito nesta Terra, anunciar o Reino de Deus, ajudando na construção do novo ser humano.
A vida comunitária acontece nos momentos de celebração (cultos), reuniões nas casas (células), escola dominical (momentos que nos reunimos para estudo da palavra – Bíblia Sagrada) e outros. Mas o centro dessa vida comunitária está em torno da mesa da Santa Ceia (mesa do Senhor Jesus Cristo) rememorando a partilha do pão/corpo e vinho/sangue de Cristo que foi entregue como libação por nossos pecados (Is 53.12) na qual somos todos iguais, irmãos e irmãs filhos de um Deus amoroso. Momento este que somos renovados e fortalecidos para seguirmos na nossa missão, anunciar o Reino de Deus.
A Igreja Metodista, como Comunidade de Cristo, respeita a individualidade de cada pessoa, pois compreende que o Espirito Santo é quem as transforma e molda o caráter de Cristo nas mesmas. Sendo assim, respeitamos o ritmo e o tempo de cada indivíduo.
Os metodistas entendem que a missão de Deus no mundo é estabelecer o Seu reino (“...justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” Rm 14.17), sendo assim, a tarefa da comunidade metodista é evangelizar (através de trabalhos sociais, testemunho pessoal, meios de comunicação e da educação – hoje contamos com a Rede Metodista de Educação com universidades, faculdades e escolas) e contribuir com a implantação de Seu reino. Partindo desta compreensão, o desafio é ajudar as pessoas e comunidades a superar seus conflitos e pecados, possibilitando as a se encontrarem como irmãos e irmãs tendo Deus como Pai.
Em relação às demais religiões (entende-se as que não são de confissão cristã) que estão presentes na sociedade, a Igreja Metodista busca estabelecer um diálogo inter-religioso.

Pr. Gean Luiz Peroni Brandão
Pastor Coadjutor da Ig. Metodista Central de Belo Horizonte - MG
 Diretor do Instituto Teológico João Ramos Junior
da 4Re da Ig. Metodista do Brasil

Sites de pesquisa

Para mais informações oficiais sobre o jeito de ser metodista e organização, acesse:
Instituições Metodistas - http://www.cogeime.org.br/

 Obs: Todas as informações deste artigo foram extraídas dos documentos contidos nestes sites.


sexta-feira, 27 de junho de 2014

MATRIZ OCIDENTAL

Perspectivas judaicas sobre o sofrimento

Para o Judaísmo, o sofrimento humano surge com a própria existência humana, mas não é algo imprescindível para ela. Quem explica é o rabino Rubem Sternschein, da Congregação Israelita Paulista. Ele conversou com a reportagem de O Transcendente sobre o tema. Embora o rabino Rubem reconheça que existam obras da literatura rabínica do período que vai do século 1º ao 6º da era cristã que afirmam que o sofrimento possa trazer algum aprendizado, fortalecer as pessoas, para torná-las mais profundas, o Judaísmo não é uma religião da dor, isto é, esta não é desejada.
Para corroborar essa visão, a revelação e a profecia divina surgem justamente no estado positivo, da alegria. Por isso, o rabino discorda da interpretação segundo a qual o sofrimento é uma experiência congênita ao ser humano. Ao contrário, “nós acreditamos que o sofrimento surge por conta da história escrita pelos seres humanos”, afirma. A natureza não vem com o sofrimento, mas a história da humanidade produz sofrimento.
A esse respeito, o Judaísmo identifica as diferentes formas de sofrimento. Há aquele sofrimento motivado por causas naturais: doenças, terremotos, enchentes, tsunamis etc... Uma segunda forma é fruto da história da humanidade: guerras, fome. Há ainda o sofrimento causado por problemas de relacionamento entre as pessoas: desamor, abandono, falta de lealdade, de compreensão, compaixão etc... Por fim, há o sofrimento causado por uma perda, como por exemplo, a de um ente querido.

Formas de encarar a dor

Para lidar com essas diferentes formas de dor, a religião judaica apresenta diferentes modelos de apoio àquele que sofre. Um desses modelos – que existe também em outras religiões – diz respeito à esperança num sentido e num equilíbrio posterior. Nesse caso, o consolo estaria no fato segundo o qual por trás da experiência dolorosa, existe um sentido – mesmo que não seja claro para a pessoa –, Deus, a justiça e que, algum dia, isso resultará em algo bom.
Outro modelo – talvez um extremo oposto do anterior – é aquele que parte do princípio que não há uma perspectiva de sentido para o sofrimento. Mesmo se houvesse uma perspectiva divina que justificasse essa experiência, a pessoa estaria sujeito a ela por conta de sua condição humana. Nesse caso, tudo que se pode fazer é acompanhar o sofrimento. “Esse modelo chega ao extremo de afirmar que Deus sofre conosco diante da nossa dor”, diz o rabino Rubem.
Há ainda modelos de apoio àquele que sofre que têm origem na filosofia judaica e não só da religião. Para um desses modelos, por exemplo, há um princípio para o qual o que parece valioso, talvez não o seja assim. “O que temos e perdemos, seja saúde, conhecimento, bens materiais e até mesmo amigos, são somente meios; o importante da vida é o que você faz com ela”. Isso seria quase como um “jogo celestial”: Deus e os anjos brincam conosco, nos dão ou nos retiram coisas e situações, mas tudo isso não é o essencial. A questão é saber o que fazemos com essas situações: ou usamos para ajudar outras pessoas ou para dominar e brigar com outras pessoas, por exemplo. Segundo o rabino, essa é uma perspectiva que ajuda a lidar com o sofrimento.
O rabino Rubem Sternschein entende que esse último modelo é adequado para as situações dolorosas naturais e aquelas provocadas pela perda de alguém. Agora, para a dor provocada pelas opções históricas feitas pelos seres humanos e pelas crises nos relacionamentos entre as pessoas a forma de superar essas experiências é nos tornarmos seres humanos melhores. Para esses casos, a contribuição da religião é educar as pessoas para um seu maior comprometimento com a vida humana.
Por fim, a prática religiosa em si não seria responsável por causar o sofrimento, embora certas interpretações sobre a religião possam levar a isso. Conclusões como “Deus quer que nós soframos ou que matemos”, tendem a revelar esse tipo de interpretação parcial, argumenta o líder religioso judeu para quem esse tipo de postura – que, numa certa medida, pode coincidir com o fundamentalismo – não corresponde à teologia de base do judaísmo. E sim com base em três eixos - “liberdade, responsabilidade e oportunidade” - que se apoia toda a teologia e ética judaica, fundamentos com os quais a religião judaica espera lidar com a questão do sofrimento.

Redação O TRANSCENDENTE

terça-feira, 21 de maio de 2013

Tua Família - Anjos de Resgate

Tua Família by Anjos de Resgate on Grooveshark

Percebe e entende que os melhores amigos
São aqueles que estão em casa, esperando por ti
Acredita nos momentos mais difíceis da vida
Eles sempre estarão por perto pois só sabem te amar
E se por acaso a dor chegar, ao teu lado vão estar
Pra te acolher e te amparar.
Pois, não há nada como um lar

Tua família volta pra ela
Tua família te ama e te espera.
Para ao teu lado sempre estar
Tua família volta pra ela
Tua família te ama e te espera
Para ao teu lado sempre estar
(Tua família).

Às vezes muitas pedras surgem pelo caminho
Mas em casa alguém feliz te espera, pra te amar
Não, não deixe que a fraqueza tire a sua visão
Que um desejo engane o teu coração
Só Deus não é ilusão
E se por a caso a dor chegar, ao teu lado vão estar
Pra te acolher e te amparar
Pois não há nada como o lar.

Tua família volta pra ela
Tua família te ama e te espera
Para ao teu lado sempre estar
Tua família volta pra ela
Tua família te ama e te espera
Para ao teu lado sempre estar
(Tua família)
Tua família
Nossa família

Oração da família - Padre Zezinho

Oracao Pela Familia by Pe Zezinho on Grooveshark

Que nenhuma família comece em qualquer de repente
Que nenhuma família termine por falta de amor
Que o casal seja um para o outro de corpo e de mente
E que nada no mundo separe um casal sonhador!
Que nenhuma família se abrigue debaixo da ponte
Que ninguém interfira no lar e na vida dos dois
Que ninguém os obrigue a viver sem nenhum horizonte
Que eles vivam do ontem, do hoje em função de um depois!
Que a família comece e termine sabendo onde vai
E que o homem carregue nos ombros a graça de um pai
Que a mulher seja um céu de ternura, aconchego e calor
E que os filhos conheçam a força que brota do amor!

Abençoa, Senhor, as famílias! Amém!
Abençoa, Senhor, a minha também (bis)

Que marido e mulher tenham força de amar sem medida
Que ninguém vá dormir sem pedir ou sem dar seu perdão
Que as crianças aprendam no colo, o sentido da vida
Que a família celebre a partilha do abraço e do pão!
Que marido e mulher não se traiam, nem traiam seus filhos!
Que o ciúme não mate a certeza do amor entre os dois!
Que no seu firmamento a estrela que tem maior brilho,
seja a firme esperança de um céu aqui mesmo e depois!
Que a família comece e termine sabendo onde vai
E que o homem carregue nos ombros a graça de um pai
Que a mulher seja um céu de ternura, aconchego e calor
E que os filhos conheçam a força que brota do amor!

Abençoa, Senhor, as famílias! Amém!
Abençoa, Senhor, a minha também (bis).

terça-feira, 2 de abril de 2013

O louco (Kahlil Gibran)


No pátio de um manicômio encontrei um jovem com rosto pálido, bonito e transtornado. Sentei-me junto a ele sobre a banqueta e lhe perguntei:

- "Por que você está aqui?"

Olhou-me com olhar atônito e me disse:

- "É uma pergunta pouco oportuna a tua, mas vou respondê-la. Meu pai queria fazer de mim um retrato dele mesmo, e assim também meu tio. Minha mãe via em mim a imagem de seu ilustre genitor. Minha irmã me apontava o marido, marinheiro, como o modelo perfeito para ser seguido. Meu irmão pensava que eu devia ser idêntico a ele: um vitorioso atleta. E mesmo meus mestres, o doutor em filosofia, o maestro de música e o orador, eram bem convictos: cada um queria que eu fosse o reflexo de seu vulto em um espelho. Por isso vim para cá. Acho o ambiente mais sadio. Aqui pelo menos posso ser eu mesmo".

terça-feira, 26 de março de 2013

RECEITA DE VIDA (Madre Teresa de Calcutá)



Qual o dia mais belo?
A coisa mais fácil?
O obstáculo maior?
O erro maior?
A raiz de todos os males?
A distração mais bela?
Os melhores professores?
A primeira necessidade?
 O que mais faz feliz?
O mistério maior?
O pior defeito?
A pessoa mais perigosa?

O sentimento pior?
O presente mais belo?
O mais imprescindível?
A estrada mais rápida?
A sensação mais grata?
O resguardo mais eficaz?
O melhor remédio?
A maior satisfação?
A força mais potente do mundo?
 As pessoas mais necessárias?
A coisa mais bela de todas?